Gritos de silêncio,
um nó que custa engolir,
um mar de sentimentos,
mas sem palavras para os traduzir...
Nos braços da solidão,
acompanhado me sinto só,
um aperto no coração,
uma vida sem ponto nem nó...
Querendo me sentir vivo,
já nem sei mesmo quem sou,
sinto estar cativo,
desta amargura que em mim ficou...
Cansado tento remar,
contra marés ventos tormentas,
quero apenas ver o sol brilhar,
nas manhãs que teimam ser cinzentas...
Até quando este martírio,
esta mágoa em mim sentida,
vou vivendo em constante delírio,
até que se cure esta ferida...
Cansado de lutar em vão,
acreditando numa possível mudança,
procuro não atirar a toalha ao chão,
já sem forças com tão pouca esperança...

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