Rústica simples humilde,
o retiro mais que perfeito...
Cabana da ilusão,
modesta moradia,
com que outrora sonhei...
Um filho que procura na mãe natureza,
a calmaria do seu leito...
Lar da harmonia e da paz,
que em pensamento encontrei...
Ouço a chuva cair lá fora,
qual forma líquida de nostalgia...
Sinto dentro o calor,
o aconchego de uma lareira que arde...
Vejo pela janela tal como um quadro,
o findar de mais um dia...
O vento sopra de norte frio,
na noite que cai já se faz tarde...
Na escuridão da noite,
o silêncio a marca da distância...
Longínquos raios de luz,
ténues e inaudiveis trovejos...
Na existência a incerteza,
esperança em jeito de ânsia...
De quem vive de realidades,
num mundo de ilusoes e desejos!!

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